sh4.tech
Sobre

Construo do zero, e fico enquanto cresce.

Sou Luciano Serra, engenheiro de software em São Paulo. Vinte anos entregando software, a maior parte dos últimos dez como cofundador e CTO de uma empresa cuja tecnologia eu construí desde a primeira tela.

Founder-engineer · cofundador e CTO, construiu do zero uma rede de 15.000 telas, 2015–2024 · São Paulo, remoto

Luciano Serra apoiado numa cadeira, perto da janela de um escritório
São Paulo · UTC−3

Do zero, dezembro de 2015

Em dezembro de 2015 cofundei uma empresa de mídia digital out-of-home no Brasil: telas em elevadores e shoppings, vendendo tempo para anunciantes. Ainda não existia tecnologia, então eu construí. A parte de que mais me orgulho é a plataforma de proof-of-play, porque cada exibição é prova de faturamento e as telas ficam horas sem rede. Os playlogs ficam em cache no aparelho, sobem em lotes para um servidor de ingestão e depois vão pelo Kafka até o ClickHouse.

Cresceu da primeira tela a 15.000. Hoje recebe cerca de 200 milhões de eventos de proof-of-play por dia e guarda mais de 300 bilhões de linhas em ClickHouse próprio, com a maior tabela passando de 100 bilhões. Algumas partes tiveram que mudar no caminho: quando o MySQL chegou a dois bilhões de linhas, o armazenamento foi para ClickHouse em bare metal, e a frota continuou crescendo em cima dele.

Meus sócios captaram o dinheiro e cuidaram do comercial. Foi divisão de trabalho. Construir a tecnologia e, ao mesmo tempo, captar e vender é mais do que o dia de uma pessoa. Fui CTO até o fim de 2024 e fiquei perto do comercial o tempo todo; a tela de ocupação dos casos é onde o time de vendas começa a manhã.

Como eu trabalho

Costumo entrar por uma de duas portas. Construo do zero, quando um produto precisa existir até uma data e depois aguentar uso de verdade. Ou assumo um sistema que já roda, com receita em cima, e que começou a quebrar porque o negócio cresceu. Gosto das duas. Quando construo do zero, desenho pensando no segundo ano, porque já vi o que quebra ali.

Nos dois casos eu meço primeiro: contagem na origem, contagem no destino e a diferença entre as duas. Leva alguns dias, e dali em diante a conversa é sobre um número com fonte.

Uso IA todo dia, e muito do que chega na minha mesa hoje foi feito rápido com ela. Tudo bem, foi o que levou o produto até a demo. O que costuma faltar é a parte chata que faz aguentar: medição, e um modelo de dados que sobreviva ao próximo ano de crescimento.

Agora

Em 2025 e 2026 continuei liderando projetos de tecnologia na empresa que cofundei, e continuo.

Também estou construindo do zero uma plataforma de desempenho para atletas profissionais, para uma empresa de ciência do esporte em Londres. Python e FastAPI no back, Next.js no front, mais de 300.000 pontos de dados puxados de um portal de fornecedor que não tem API. O motor de insights com IA em cima desses dados é a próxima parte, e vem logo.

Fora do trabalho

Cresci no paddock do automobilismo brasileiro, onde meu pai é uma lenda. Meu hábito de medir tudo vem de lá, e também o respeito por coisa que não pode falhar no dia da corrida.

Também treino jiu-jitsu.

E sh4 não significa nada. É curto e fácil de lembrar, só isso.

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